Morenas
Fiz uma coletânea de músicas sobre morenas.
- Dorival Caymmi - Morena do Mar
- Trio Irakitan - Rosa Morena
- Luiz Gonzaga - Vem, Morena
- João Gilberto - Morena Boca de Ouro
- Jorge Ben - Vem, Morena, Vem
- Chico Buarque - Morena dos Olhos D’água
- Tom Zé - Morena
- Maria Bethânia - A Tua Presença Morena
Marido da Tulla LuanaMinha Amada ficou me perguntando algumas coisas, referente:
- ao vídeo de um ano se já está no YouTube?
- aos cachorros como eles estão?
- como eu estou?
- ao pessoal do justin.tv?
- agradeceu pelos e-mails de forças, que seus fãs enviaram
Crébito, o comercial
Em 2009, introduzi o conceito de crébito: uma nova modalidade de pagamento em que se debita metade no crédito e metade no débito.
Mais recentemente, bolei na minha cabeça o roteiro do comercial do crébito e o apresentei a alguns amigos, entre eles meu primo Thiago, que pediu que eu passasse esse conteúdo a limpo na internet.
Segue abaixo. Interessados em gravar esse comercial, entrem em contato: rafaelcapanema@gmail.com.
Roteiro
CENÁRIO: Estabelecimento comercial (padaria, restaurante, lojinha etc.)
O cliente está no caixa para pagar a conta e dá o cartão à moça do caixa.
MOÇA DO CAIXA - Crédito ou débito?
CLIENTE - Crébito.
MOÇA DO CAIXA (confusa) - Crébito?!
Aparece o garoto propaganda, que arranca o cartão da moça do caixa com vigor (mas com delicadeza). A moça do caixa está ainda mais confusa.
Close no garoto propaganda:
GAROTO PROPAGANDA (olhar instigante) - Por que é que eu tenho que escolher entre um e outro, entre isso e aquilo, entre X e Y?
Quando o garoto propaganda diz “isso e aquilo”, aparece ele tentando decidir entre duas mulheres, uma loira e uma morena. Quando ele diz “X e Y”, aparece ele segurando uma maçã numa mão e uma pera na outra, tentando decidir qual das duas comer.
GAROTO PROPAGANDA (sorrindo, empolgado) - Eu quero o melhor dos dois mundos, eu quero tudo ao mesmo tempo agora. Eu quero CRÉBITO. (mostra ele segurando um cartão escrito CRÉBITO)
Quando o garoto propaganda diz “o melhor dos dois mundos”, aparece ele catando as duas minas, e quando ele diz “quero tudo ao mesmo tempo agora”, aparece ele mordendo a maçã e a pera ao mesmo tempo.
GAROTO PROPAGANDA (à esquerda da tela) - Conheça o crébito. Debita metade no crédito…
Aí aparece o mesmo garoto propaganda à direita da tela (pode ser computação gráfica ou gêmeo). Devem usar camisas de cores diferentes. O garoto propaganda da direita completa:
GAROTO PROPAGANDA (clone) - E metade no débito.
Entra o narrador:
NARRADOR - É muito simples. Se você passar uma compra de R$ 50 no crébito, R$ 25 vão para o débito e R$ 25 vão para o crédito.
Nisso aparecem na tela os dizeres “CRÉBITO - R$ 50”. Usamos efeitos de computação gráfica para dividir horizontalmente os termos “CRÉBITO” e “R$ 50”, que morfam, respectivamente, para “DÉBITO”/”CRÉDITO” e “R$ 25”/”R$ 25”. Assim todo mundo vai entender o que é crébito.
Volta para o estabelecimento comercial:
CLIENTE - Passa no crébito, por favor.
MOÇA DO CAIXA dá um sorriso cúmplice.
O conceito: stand-up sem humor. O sujeito sobe no palco e começa a reclamar da Telefonica, das companhias aéreas etc. Também faz comentários ponderados sobre coisas aleatórias mas nunca é cômico; a plateia nunca ri, só concorda razoavelmente.@hansguro, por e-mail, em 11 de janeiro de 2011
Benny Sings
Foi meu primo Thiago que me apresentou ao meu artista contemporâneo preferido, Benny Sings (também foi por meio dele, aliás, que eu conheci minha banda contemporânea preferida, Dr. Dog).
Não tenho referências suficientes pra definir sua música (dois amigos meus de gosto pouco refinado usaram o termo “pau mole”), mas posso dizer que ele tem a habilidade que mais me agrada num compositor: escreve melodias bonitas.
Tirando uma ou outra música como Blackberry Street, tão ruim que não entraria nem no repertório do pior filme do High School Musical, todos os discos dele são muito bons.
Minha preferida é All I’m Good For, a primeira da lista de dez músicas que preparei. Espero que gostem.
Se o player não aparecer, clique aqui.
KTLA.comShe was in her 20’s when she killed her husband and then dismembered and cooked parts of his body in their Costa Mesa apartment.
The couple had been married for about a month.
After the murder, Nelson cooked her husband’s head on the stove, skinned his torso, fried his hands in oil, Senior Deputy District Attorney Randy Pawloski, who prosecuted the case, told the Daily Pilot.
Nelson then drove garbage bags filled with the body parts to various ex-boyfriends, asking them to help dispose of the evidence and offering $75,000 for help, Pawloski said.
Neighbors at the time said the garbage disposal was on for “a long time” and “constant chopping sounds” were coming from the home, according to the newspaper.
In court, a psychiatrist testified that Nelson put on red shoes, a red hat and red lipstick before spending hours chopping up her husband’s body.
Campos de concentração na Coreia do Norte
An officer ordered me to select 50 healthy female prisoners. One of the guards handed me a basket full of soaked cabbage, told me not to eat it but to give it to the 50 women. I gave them out and heard a scream from those who had eaten them. They were all screaming and vomiting blood. All who ate the cabbage leaves started violently vomiting blood and screaming with pain. It was hell. In less than 20 minutes they were quite dead.
The trouble with arguments for treating animals as equals is that the language of rights and responsibility implies, above all, reciprocity. We believe it to be wrong for whites to take blacks as slaves, and wrong for blacks to enslave whites. Yet animals themselves are generally far crueller to other animals in the wild than we are to them in civilization; though we may believe it to be unethical for us to torment a lion, few would say it is unethical for the lion to torment the gazelle. To use the language of oppression on behalf of creatures that in their natures must be free to oppress others is surely to be using the wrong moral language. A language of compassion is the right one: we should not be cruel to lions because they suffer pain. We don’t prevent the lion from eating the gazelle because we recognize that he is, in the fine old-fashioned term, a dumb animal —not one capable of reasoning about or really altering his behavior on ethical grounds, and therefore not rightly covered by the language of rights. Dogs, similarly, deserve protection from sadists, but not deference to their need for, say, sex. We can neuter them with a clear conscience, because abstinence is not one of their options.Adam Gopnik, na New Yorker (só para assinantes)
Rodrigo Levino, na Veja.comO último espasmo criativo do compositor [Chico Buarque] se deu em 1993, no disco Paratodos. Canções como aquela que dá nome ao disco, além de Sobre Todas as Coisas e Futuros Amantes, se impõem sobre as que viriam depois, nos discos As Cidades, de 1998, e Carioca, de 2006.
(…)
Composto ao longo de cinco meses e gravado em um, Chico, o disco que sai agora, tem dez canções de curta duração que são, juntas, um simulacro chinês do Chico Buarque de antes. As músicas renunciam ao rádio e muitas vezes recaem no rococó e no maneirismo - que são formas viciadas de lidar com a tradição.
(…)
Ao todo, 45.000 cópias de Chico estarão nas lojas este fim de semana. É quando o público vai se deparar com versos ruins (“amar uma mulher sem orifício”), pretensiosos (“trouxe um porrete a mó de me quebrar / mas eu não quebro porque sou macio”) e bobos (“meu cabelo é cinza/ o dela é cor de abóbora”, feito para a namorada, Thais Gulin). Os arranjos soporíferos, a cargo de Luiz Claudio Ramos, em nada melhoram o leque de ritmos que vai da marchinha de coreto (Rubato) ao baião (Tipo um Baião), passando pelo samba (Sinhá, parceria com João Bosco) e a valsa (Se Eu Soubesse). Em resumo, um trabalho sem jovialidade, retrato de um ocaso criativo que infelizmente parece irreversível.
Engraçado que a cada dia que passa você vai ficando mais feio, e aí quando você vê uma foto antiga sua que na época você achou que tinha saído feio, você hoje acha que até saiu bonito, porque hoje em dia você é muito mais feio
Daniela Pinheiro, na Piauí (só para assinantes)A quatro dias da eleição da nova diretoria da Fifa, uma equipe da Globo foi mandada de Londres para Zurique para fazer uma reportagem sobre os preparativos da Copa. Executivos da Federação, inclusive Teixeira, falaram longamente sobre as obras de infraestrutura no Brasil, a construção dos estádios e as cidades-sede dos jogos. Apesar de todas as denúncias sobre corrupção e suborno, nenhuma pergunta foi feita sobre o assunto pela Globo.
Durante a CPI da Nike, em 2001, a rede levou ao ar uma reportagem no Globo Repórter sustentando que a renda de Ricardo Teixeira era incompatível com o seu patrimônio e padrão de vida. A CBF anunciou pouco depois, do nada, uma mudança no horário de transmissão de uma partida Brasil x Argentina, clássico sul-americano que costuma bater recordes de audiência. Em vez de ser exibido no horário de praxe, depois da novela das oito, o jogo foi marcado para as 19h45.
“Pegava duas novelas e o Jornal Nacional. Você sabe o que é isso?”, cochichou-me Teixeira, no Baur au Lac, quando o caso foi relembrado. Como a Globo transmitiu a partida, amargou o prejuízo de deixar de mostrar diversos anúncios no horário nobre, o mais caro da programação. A partir daí, não houve mais reportagens desagradáveis sobre o presidente da CBF na Globo.
Lorenzo Mammì, no caderno Ilustríssima, da Folha (só para assinantes)A celebração dos 80 anos de João Gilberto proporciona certo desconforto. Não que ele não mereça. Mas a própria ideia de comemoração, com seu alarde festivo, não parece condizente com uma personalidade tão esquiva.
Atrás de todas as páginas publicadas, memórias, artigos, testemunhos, fica a impressão de que ninguém sabe ao certo quem ele é. E que a expressão evasiva, quase abobalhada, com que pronuncia poucas frases em público é uma máscara com a qual consegue nos ludibriar há décadas.
Ou não? E se sua figura, seu papel de referência para tudo o que foi produzido na música brasileira dos últimos 50 anos tiver crescido a tal ponto que já não admite um indivíduo atrás dela?
João Gilberto virou uma espécie de entidade, mais do que um simples intérprete de canções, e entidades não fazem aniversário. Seu aniversário é o aniversário de um país, mais do que o de uma pessoa. E aí, seria o caso de investigar como isso se deu mais do que quem ele realmente é.
(…)
Muito se falou, e de vez em quando ainda se fala, de uma influência de Chet Baker sobre João Gilberto. De fato, foi Chet Baker quem introduziu no jazz o gosto da emissão vocal puríssima, quase sem timbre e sem dinâmica, “sottovoce”.
Mas as semelhanças são superficiais: atrás da voz do jazzista americano transparece a vontade de seduzir pela ternura e pelo aparente desprendimento -uma sedução antitética àquela afirmativa e atrevida de um Frank Sinatra, por exemplo, mas ainda uma sedução.
Quando João Gilberto canta, em nenhum momento sentimos que está buscando um contato conosco. O sujeito já desapareceu, só ficou a canção -aí está a elisão suprema, aquela que justifica todas as outras. (Como intérprete, quem reintroduziu a busca de uma comunicação interpessoal na maneira de cantar de João Gilberto, fazendo a ponte com Chet Baker, foi Caetano Veloso; mas o que se revela no canto de Caetano, mais do que a voz do sedutor, é a voz do amigo: aquele que pode abordar qualquer assunto, mesmo o mais dolorido ou espinhoso, sem perder a dimensão do afeto.)
As pessoas gostam de rir do sofrimento alheio, ainda mais quando ele não redunda em nada fatal. Se eu tivesse caído para a frente, teria morrido.Lasier Martins, o do choque na Festa da Uva, à Folha Tec