“Tom, diga a esse gringo que ele é um burro”
Reproduzo abaixo um textinho que eu escrevi em 2006, 2007 ou 2008 no Almanaque Brasil, baseado no livro Chega de Saudade, de Ruy Castro:
Getz e Gilberto se estranham em gravação de clássico da bossa
Em fins de 1962, músicos brasileiros apresentam a bossa-nova no Carnegie Hall, em Nova York. Dias depois, o produtor Creed Taylor, dono da gravadora Verve, acerta a gravação de um disco reunindo Tom Jobim, João Gilberto e o norte-americano Stan Getz, famoso saxofonista de jazz. No mesmo ano, Getz havia lançado “Jazz Samba” ao lado do guitarrista Charlie Byrd, que lhe apresentara o ritmo brasileiro.
A gravação de Getz/Gilberto levou dois dias: 18 e 19 de março de 1963, nos Estados Unidos. No disco com Byrd, o saxofonista gravara “Samba de uma Nota Só”, tropeçando feio na melodia do refrão. João e Tom tocaram a canção para mostrar-lhe como deveria ser, mas Getz continuava sem “pegá-la”.
“Tom, diga a esse gringo que ele é um burro”, disse João. “Stan, o João está dizendo que o sonho dele sempre foi gravar com você”, repassou Jobim, em tradução livre. “Engraçado. Pelo tom de voz, não parece que é isto o que ele está dizendo…”, observou Getz. “Quanto mais aos sussurros João Gilberto queria cantar, mais Getz insistia em soprar como se tivesse foles gigantes no lugar de pulmões ou como se o microfone fosse surdo”, descreve o escritor Ruy Castro.
João Gilberto também acusou Getz de reequalizar o disco para deixar seu saxofone ainda mais evidente. Mais um acontecimento fora dos planos: Astrud Gilberto, esposa de João, queria cantar “Garota de Ipanema” em inglês, dividindo a faixa com o marido, que cantaria em português. A experiência deu tão certo que Taylor pediu para repetirem a fórmula em “Corcovado”. O disco ficou quase um ano na gaveta do dono da gravadora. A faixa escolhida para antecipar seu lançamento foi “Garota de Ipanema”. Como a gravação era um tanto longa para tocar nas rádios, Taylor simplesmente limou o vocal de João Gilberto. E foi um sucesso. A música puxou o disco, que vendeu milhões, levou prêmios Grammy e virou clássico da música mundial.
A versão de Getz e Byrd para Samba de uma Nota Só é, de fato, lamentável. Compare-a com a de João Gilberto:
A identificação da sexualidade do doador [de sangue] torna-se importante a partir do momento que ali passa a existir a possibilidade do crítico provar que não é homofóbico e que optará com orgulho pelo sangue com maior risco de infecção.Blog da Família Bolsonaro
Edição com Rafael Capanema trazendo as ultimas novidades do mundo da pornografia na internet, gadgets muito loucos, Picasso e segredos nunca antes revelados sobre a Rede Bobo.
◣◢)┌∩┐ podcast ainda é dedo na ferida ◣◢)┌∩┐
(✿◠‿◠)
Trilha: Los Autenticos Decadentes - Cualquiera Puede Cantar
[tracklist]
Ghost Mutt - Thoroughbred
Slick Rick - Teenage Love
Driving Music - Aphasic Singalong
Kate Bush - The Big Sky
Gal Costa - Miami Maculelê
Extensão pra Chrome que toca “Oceano”, do Djavan, em site de pornografia
Em junho de 2011, o @sosjorginho publicou este tweet brilhante:
UM CARA TAO ROMANTICO QUE ELE ASSISTE PORNO OUVINDO DJAVAN OCEANO
— Jorge B.da Lima (@sosjorginho) June 21, 2011
Inspirado nele, eu twittei na quinta-feira:
uma extensão pra chrome/firefox que quando você abre o xvideos/youporn começa a tocar automaticamente oceano do djavan
— Rafael Capanema (@rafaelcapanema) March 8, 2012
Hoje, o @elciok me respondeu:
@rafaelcapanema dl.dropbox.com/u/3002502/djav…
— Elcio K. (@elciok) March 12, 2012
Sim, ele fez uma extensão pra Chrome. Funciona perfeitamente no Xvideos (não testei no YouPorn).
Gênio que é, o Elcio optou por uma versão voz e violão de “Oceano”, cujo caráter intimista se coaduna com a produção majoritariamente caseira disponível no Xvideos.
Morenas
Fiz uma coletânea de músicas sobre morenas.
- Dorival Caymmi - Morena do Mar
- Trio Irakitan - Rosa Morena
- Luiz Gonzaga - Vem, Morena
- João Gilberto - Morena Boca de Ouro
- Jorge Ben - Vem, Morena, Vem
- Chico Buarque - Morena dos Olhos D’água
- Tom Zé - Morena
- Maria Bethânia - A Tua Presença Morena
Marido da Tulla LuanaMinha Amada ficou me perguntando algumas coisas, referente:
- ao vídeo de um ano se já está no YouTube?
- aos cachorros como eles estão?
- como eu estou?
- ao pessoal do justin.tv?
- agradeceu pelos e-mails de forças, que seus fãs enviaram
Crébito, o comercial
Em 2009, introduzi o conceito de crébito: uma nova modalidade de pagamento em que se debita metade no crédito e metade no débito.
Mais recentemente, bolei na minha cabeça o roteiro do comercial do crébito e o apresentei a alguns amigos, entre eles meu primo Thiago, que pediu que eu passasse esse conteúdo a limpo na internet.
Segue abaixo. Interessados em gravar esse comercial, entrem em contato: rafaelcapanema@gmail.com.
Roteiro
CENÁRIO: Estabelecimento comercial (padaria, restaurante, lojinha etc.)
O cliente está no caixa para pagar a conta e dá o cartão à moça do caixa.
MOÇA DO CAIXA - Crédito ou débito?
CLIENTE - Crébito.
MOÇA DO CAIXA (confusa) - Crébito?!
Aparece o garoto propaganda, que arranca o cartão da moça do caixa com vigor (mas com delicadeza). A moça do caixa está ainda mais confusa.
Close no garoto propaganda:
GAROTO PROPAGANDA (olhar instigante) - Por que é que eu tenho que escolher entre um e outro, entre isso e aquilo, entre X e Y?
Quando o garoto propaganda diz “isso e aquilo”, aparece ele tentando decidir entre duas mulheres, uma loira e uma morena. Quando ele diz “X e Y”, aparece ele segurando uma maçã numa mão e uma pera na outra, tentando decidir qual das duas comer.
GAROTO PROPAGANDA (sorrindo, empolgado) - Eu quero o melhor dos dois mundos, eu quero tudo ao mesmo tempo agora. Eu quero CRÉBITO. (mostra ele segurando um cartão escrito CRÉBITO)
Quando o garoto propaganda diz “o melhor dos dois mundos”, aparece ele catando as duas minas, e quando ele diz “quero tudo ao mesmo tempo agora”, aparece ele mordendo a maçã e a pera ao mesmo tempo.
GAROTO PROPAGANDA (à esquerda da tela) - Conheça o crébito. Debita metade no crédito…
Aí aparece o mesmo garoto propaganda à direita da tela (pode ser computação gráfica ou gêmeo). Devem usar camisas de cores diferentes. O garoto propaganda da direita completa:
GAROTO PROPAGANDA (clone) - E metade no débito.
Entra o narrador:
NARRADOR - É muito simples. Se você passar uma compra de R$ 50 no crébito, R$ 25 vão para o débito e R$ 25 vão para o crédito.
Nisso aparecem na tela os dizeres “CRÉBITO - R$ 50”. Usamos efeitos de computação gráfica para dividir horizontalmente os termos “CRÉBITO” e “R$ 50”, que morfam, respectivamente, para “DÉBITO”/”CRÉDITO” e “R$ 25”/”R$ 25”. Assim todo mundo vai entender o que é crébito.
Volta para o estabelecimento comercial:
CLIENTE - Passa no crébito, por favor.
MOÇA DO CAIXA dá um sorriso cúmplice.
O conceito: stand-up sem humor. O sujeito sobe no palco e começa a reclamar da Telefonica, das companhias aéreas etc. Também faz comentários ponderados sobre coisas aleatórias mas nunca é cômico; a plateia nunca ri, só concorda razoavelmente.@hansguro, por e-mail, em 11 de janeiro de 2011
Benny Sings
Foi meu primo Thiago que me apresentou ao meu artista contemporâneo preferido, Benny Sings (também foi por meio dele, aliás, que eu conheci minha banda contemporânea preferida, Dr. Dog).
Não tenho referências suficientes pra definir sua música (dois amigos meus de gosto pouco refinado usaram o termo “pau mole”), mas posso dizer que ele tem a habilidade que mais me agrada num compositor: escreve melodias bonitas.
Tirando uma ou outra música como Blackberry Street, tão ruim que não entraria nem no repertório do pior filme do High School Musical, todos os discos dele são muito bons.
Minha preferida é All I’m Good For, a primeira da lista de dez músicas que preparei. Espero que gostem.
Se o player não aparecer, clique aqui.
KTLA.comShe was in her 20’s when she killed her husband and then dismembered and cooked parts of his body in their Costa Mesa apartment.
The couple had been married for about a month.
After the murder, Nelson cooked her husband’s head on the stove, skinned his torso, fried his hands in oil, Senior Deputy District Attorney Randy Pawloski, who prosecuted the case, told the Daily Pilot.
Nelson then drove garbage bags filled with the body parts to various ex-boyfriends, asking them to help dispose of the evidence and offering $75,000 for help, Pawloski said.
Neighbors at the time said the garbage disposal was on for “a long time” and “constant chopping sounds” were coming from the home, according to the newspaper.
In court, a psychiatrist testified that Nelson put on red shoes, a red hat and red lipstick before spending hours chopping up her husband’s body.
Campos de concentração na Coreia do Norte
An officer ordered me to select 50 healthy female prisoners. One of the guards handed me a basket full of soaked cabbage, told me not to eat it but to give it to the 50 women. I gave them out and heard a scream from those who had eaten them. They were all screaming and vomiting blood. All who ate the cabbage leaves started violently vomiting blood and screaming with pain. It was hell. In less than 20 minutes they were quite dead.
The trouble with arguments for treating animals as equals is that the language of rights and responsibility implies, above all, reciprocity. We believe it to be wrong for whites to take blacks as slaves, and wrong for blacks to enslave whites. Yet animals themselves are generally far crueller to other animals in the wild than we are to them in civilization; though we may believe it to be unethical for us to torment a lion, few would say it is unethical for the lion to torment the gazelle. To use the language of oppression on behalf of creatures that in their natures must be free to oppress others is surely to be using the wrong moral language. A language of compassion is the right one: we should not be cruel to lions because they suffer pain. We don’t prevent the lion from eating the gazelle because we recognize that he is, in the fine old-fashioned term, a dumb animal —not one capable of reasoning about or really altering his behavior on ethical grounds, and therefore not rightly covered by the language of rights. Dogs, similarly, deserve protection from sadists, but not deference to their need for, say, sex. We can neuter them with a clear conscience, because abstinence is not one of their options.Adam Gopnik, na New Yorker (só para assinantes)
Rodrigo Levino, na Veja.comO último espasmo criativo do compositor [Chico Buarque] se deu em 1993, no disco Paratodos. Canções como aquela que dá nome ao disco, além de Sobre Todas as Coisas e Futuros Amantes, se impõem sobre as que viriam depois, nos discos As Cidades, de 1998, e Carioca, de 2006.
(…)
Composto ao longo de cinco meses e gravado em um, Chico, o disco que sai agora, tem dez canções de curta duração que são, juntas, um simulacro chinês do Chico Buarque de antes. As músicas renunciam ao rádio e muitas vezes recaem no rococó e no maneirismo - que são formas viciadas de lidar com a tradição.
(…)
Ao todo, 45.000 cópias de Chico estarão nas lojas este fim de semana. É quando o público vai se deparar com versos ruins (“amar uma mulher sem orifício”), pretensiosos (“trouxe um porrete a mó de me quebrar / mas eu não quebro porque sou macio”) e bobos (“meu cabelo é cinza/ o dela é cor de abóbora”, feito para a namorada, Thais Gulin). Os arranjos soporíferos, a cargo de Luiz Claudio Ramos, em nada melhoram o leque de ritmos que vai da marchinha de coreto (Rubato) ao baião (Tipo um Baião), passando pelo samba (Sinhá, parceria com João Bosco) e a valsa (Se Eu Soubesse). Em resumo, um trabalho sem jovialidade, retrato de um ocaso criativo que infelizmente parece irreversível.
Engraçado que a cada dia que passa você vai ficando mais feio, e aí quando você vê uma foto antiga sua que na época você achou que tinha saído feio, você hoje acha que até saiu bonito, porque hoje em dia você é muito mais feio