Feb 22, 2011
Tudo ia muito bem enquanto líderes de diversas religiões faziam seus discursos. O xeique, a monja, o rabino, a mãe-de-santo, o espírita, o pastor. Sintoma do “desajuste comunicacional” que tanto prejudica a Igreja Católica, tudo piorou bastante quando falou o representante do arcebispo. Em vez de dar uma breve bênção ou fazer um comentário rápido sobre a divergência e a liberdade de discussão (qualidades dos seus antecessores), o católico engrenou um verdadeiro sermão, e terminou fazendo o que, naquele contexto, me pareceu uma violência simbólica.Marcelo Coelho
Pediu a todos os presentes que se levantassem das cadeiras e se unissem na oração do Pai Nosso. Ora, a situação não era de missa. Ele não podia pedir nossa adesão. Claro que, por constrangimento, todo mundo se levanta. Me parece significativo que só a Igreja Católica ainda queira, digamos assim, angariar apoio no meio de uma festividade leiga. Só faltava passar a sacolinha.
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