Mar 20, 2011
Olhei para trás e vi o garçom rendido no chão. Sou espírita umbandista e a primeira coisa que me veio à cabeça foi a vontade de entoar um hino. Comecei a cantar para Ogum, orixá guerreiro, identificado com São Jorge, para que me desse forças para enfrentar aquela situação. Fiquei olhando para um dos bandidos e repetindo os versos “Ogum Dilê / é Tata Mariô”. Ele me mandou ficar quieta. Não obedeci e levei uma coronhada do lado esquerdo da cabeça. Aí ele colocou a mão na correntinha do meu pescoço. Eu disse que era um objeto espiritual e que ele deveria deixá-lo comigo. Nessa hora, outro assaltante mandou a gangue se apressar para a fuga. O bandido então puxou a correntinha e arrebentou-a. Depois que a adrenalina passou, chorei muito, não de tristeza, mas de raiva. Levei bronca do meu marido por ter sido tão impulsiva, mas é muito injusto ser roubada assim. Para completar, demorou quatro horas até conseguirmos fazer o boletim de ocorrência. A delegacia mais próxima estava sem sistema e tivemos de ir para outra. Não havia nem banheiro decente que pudéssemos usar.“Claudia Pinto, psicóloga, que estava no Galeto’s do Jardim Paulistano às 23h58 do dia 14 de março”, na Veja São Paulo
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